28 de setembro de 2015

Urgente! Fogo consome Terras Indígenas no Maranhão


Imagem printada


Vias de Fato

Veja no vídeo imagens do fogo já nas aldeias da Terra Indígena, que além disso sofre com a grilagem e a pistolagem, que matam e sufocam sua gente.
Ainda não se sabe o incêndio foi provocado de forma criminosa por madeireiros e fazendeiros que fazem dos Awá, que habitam a T.I., um dos povos mais ameaçados do mundo. Os indígenas estão pedindo ajuda, no momento toda assistência é necessária.
Eles também denunciam a demora do poder público em enviar equipes para o local, que vem sendo consumido pelo fogo já há mais de três dias.
A grande preocupação é com os indígenas Awá isolados que vivem nessa área e sofrem constantes ameaças de fazendeiros e madeireiros.
O polo base de Amarante informou que a situação é muito grave, os Awá estariam encurralados.

Link para vídeo também no YouTube: https://youtu.be/QfeVYp0or9g

27 de setembro de 2015

"Panelaço Caseiro"

Foto Enviada. Fonte será mantida sob sigilo por segurança

Por Tereza Amaral

A deputada estadual Mara Elisa Navacchi Caseiro possui 'ingredientes' políticos azedos. Ela foi condenada em 1ª instância, quando prefeita de Eldorado, por atos de improbidade administrativa (Ler http://migre.me/rDSUw).

No panelaço caseiro da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, Mara foi mais longe: a deputada mandou prender o advogado Rogério Batalha (Coletivo Terra Vermelha) que defendia, naquela Casa, a instalação da CPI do Genocídio (http://migre.me/rDU0Q) pouco mais de um mês da mencionada parlamentar ter homenageado sua amiga proprietária-advogada, Luana Ruiz, com a Medalha do Mérito Advocatício Jorge Antonio Siuf (http://migre.me/rDTbl _ Foto).

Para quem não sabe, Ruiz é declaradamente inimiga dos povos indígenas e filha da produtora Roseli Ruiz, presidente do sindicato rural de Antônio João. E foi na fazenda de seu cunhado - vizinha a dela - que incide sobre a Terra Indígena Ñanderu Marangatu que no dia 29 o jovem líder Semião Fernandes Vilhalva foi executado com um tiro no rosto. Antes do ataque dos fazendeiros houve uma reunião. (http://migre.me/rDTH7).

A homenageada odeia o Cimi, entidade ligada à CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil), que há 40 anos defende e denuncia as atrocidades praticadas contra os povos originários, a quem chama de "braço demoníaco da igreja".

O bispo Redovino Rizzardo reagiu em artigo afirmando que as declarações de calúnias e acusações contra a CNBB, por quem tem seus interesses prejudicados, "refletem insatisfação de quem não aceita envolvimento da igreja em defesa dos excluídos" (http://migre.me/rDUtA).

Fato é que a CPI do Genocídio urge para que se desmantele a conexão de políticos e fazendeiros envolvida, sim, na matança de indígenas no Mato Grosso do Sul. A sociedade brasileira e internacional clama por justiça e espera que a presidente Dilma Rousseff desengesse a política demarcatória dos territórios indígenas não somente naquele estado, mas em todo o país.

BASTA DE COZIMENTO E COM SANGUE INDÍGENA!

NOTA

Este Blog disponibiliza espaço a quem queira se pronunciar.

26 de setembro de 2015

À Margem do Direito: Mandantes e pistoleiros soltos (MS) e crianças do tekoha Ñanderu Marangatu impedidas de estudar

 “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”Artigo 205 CF
Imagens _ Printadas e compartilhada Rede Social
Por Tereza Amaral 
Enquanto mandantes e executores do bárbaro assassinato do jovem líder Guarani-Kaiowá Semião Vilhalva continuam soltos desde o último dia 29, há quase um mês, as crianças do tekoha Ñanderu Marangatu estão sendo punidas, impedidas pela Guarda Nacional do direito constitucional ao acesso à escola. 
A denúncia é de um professor Guarani-Kaiowá."Neste vídeo eles (soldados da Guarda Nacional) ajudam o fazendeiro a impedir que alunos indígenas de Ñanderu Marangatu  - tekoha onde Semião Vilhalva foi executado - possam ser transportados para a escola".
Em uma Rede Social,  ele clama por socorro em postagem no Facebook, acrescentando que o fazendeiro "Dacio e o pessoal da Força Nacional está impedindo e ameaçando o ônibus e as crianças".
As imagens foram filmadas pelo professor que "teve seu celular revirado pelos soldados". Assista AQUI.

Cimi lança Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas ) em Friburgo, na Alemanha



Hoje (26), às 9h (horário alemão), foi realizado em Friburgo, na Alemanha, o lançamento da versão em inglês do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2014. O evento faz parte da programação de incidência internacional que acontece nesta e na próxima semana na Suíça, Alemanha, Bélgica e Itália com o objetivo de denunciar o grave aumento da violência e das violações de direitos contra os povos indígenas no Brasil, especialmente a situação de extrema barbárie e crise humanitária que o povo Guarani-Kaiowá enfrenta atualmente no Mato Grosso do Sul.

Publicado pelo Cimi, este relatório apresenta em 19 categorias uma sistematização dos casos de violência e violações registrados e compilados pela organização contra os povos originários do Brasil. O lançamento aconteceu logo após a realização de uma reunião de organizações alemãs de direitos humanos, direitos indígenas e agências de cooperação que têm prestado apoio e solidariedade aos povos indígenas brasileiros, especialmente os Guarani-Kaiowá.

À frente dessa iniciativa de incidência na Europa, Eliseu Lopes, representante da Grande Assembleia Aty Guasu Guarani-Kaiowá, entregou durante esta semana exemplares do Relatório de Violência para representantes da Santa Sé, da União Européia, do Alto Comissariado e da Relatoria Especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre Direitos Indígenas, além de outras cinco relatorias especiais da ONU: agrotóxicos e pesticidas; combate à violência contra as mulheres; direito à alimentação; deslocamentos internos e discriminação racial e preconceito.

No último dia 22, em discurso na 30ª Sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, em Genebra, na Suíça, Eliseu afirmou que o seu povo está cansado de esperar e que já não consegue mais acreditar na vontade e na capacidade do Estado brasileiro de resolver efetiva e definitivamente a cruel situação vivida por eles.

Segundo a liderança, é importante mostrar ao mundo a realidade de como os povos indígenas são tratados no Brasil. “Meu povo está morrendo, está sofrendo, todos os dias, ataques e massacres... mas o governo brasileiro não apresenta nenhuma solução. É porque a demarcação das nossas terras foi paralisada que a violência, o estupro e a tortura feita por capangas e pistoleiros da região aumentam. O governo defende o interesse das grandes empresas e dos grandes fazendeiros da cana, eucalipto, soja, milho e do gado. Eles lucram muito, enquanto nós estamos morrendo”, declarou ele.

Gado vale mais que gente

Segundo os dados do Relatório, houve um severo aumento da violência e das violações praticadas contra os povos indígenas no Brasil em 2014, especialmente em relação aos casos de assassinatos, suicídios, mortes por desassistência à saúde, mortalidade na infância, invasões possessórias e exploração ilegal de recursos naturais e de omissão e morosidade na regularização das terras indígenas.

De acordo com informações da própria Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, 135 indígenas cometeram suicídio em 2014. Este número configura-se como o maior em 29 anos, de acordo com os registros do Cimi. O Mato Grosso do Sul continua sendo o estado que apresenta a maior quantidade de ocorrências, com o registro de 48 suicídios, totalizando 707 casos registrados de suicídio no estado entre 2000 e 2014. Outro dado assustador é que entre os anos de 2003 e 2014, 390 indígenas foram assassinados no Mato Grosso do Sul, um total que representa 52% dos casos registrados em todo o país.

Segundo Flávio Machado, do Regional Mato Grosso do Sul do Cimi, que integra esta delegação de incidência internacional, apesar desta violenta realidade, o governo brasileiro não avançou em nada no sentido de demarcar as terras tradicionais reivindicadas. E uma das consequências da paralisação das demarcações é que os conflitos intensificaram-se drasticamente no estado no último mês. “O assassinato de Semião Vilhalva, de apenas 24 anos, durante um ataque paramilitar de fazendeiros ao tekoha Ñanderú Marangatú, no município de Antônio João (MS), é uma prova desta situação”, analisa o missionário.  

Após a morte de Semião, milícias armadas realizaram mais de dez ataques paramilitares contra o povo Guarani-Kaiowá dos tekoha Guyra Kamby´i, Pyelito Kue e Potreiro Guasu, todos no cone sul do estado. Como consequência, além da morte de Semião, três indígenas foram baleados por arma de fogo, vários foram feridos por balas de borracha, inclusive uma criança de colo, e dezenas de indígenas foram espancados. São fortes os indícios de que indígenas sofreram tortura e há denúncias da ocorrência de um estupro coletivo de uma Guarani-Kaiowá.

Com 45 mil pessoas, os Guarani-Kaiowá são a 2ª maior população indígena do Brasil e ocupam apenas 30 mil hectares de suas terras tradicionais. De acordo com dados do governo federal, se todas as áreas reivindicadas por eles como territórios indígenas forem demarcadas elas representam cerca de apenas 2% da área total do estado. Por outro lado, o Mato Grosso do Sul tem 23 milhões de bovinos, que ocupam 23 milhões de hectares de terra.

Acesse aqui a versão em português do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2014

Acesse aqui o release em português

Acesse aqui a versão em inglês do Relatório Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil – dados 2014

Acesse aqui o release em inglês 

NOTA

Este Blog atualizou - amanhã para hoje -, mantendo a matéria na íntegra. Ler Original.

Terror em Ilhéus: Casal Tupinambá executado e decapitado (BA)



Foto _ Itambé Agora
 LUTO!
Por Bahia Notícias

Corpos de um casal de índios tupinambás com as cabeças arrancadas foram encontrados no distrito de Sapucaeira, em Ilhéus, sul do estado, nesta quinta-feira (24). 

Segundo a polícia, Jorge Carlos Amaral Nascimento, de 59 anos, e a mulher dele, Maraci Oliveira da Costa, de 42 anos, foram levados de casa por cinco homens.

Ainda de acordo com a polícia, os corpos foram encontrados a cerca de três quilômetros de onde moravam, em um terreno íngreme, com vegetação. Uma avaliação decidirá se o caso será investigado pela Polícia Civil ou pela Polícia Federal. À polícia, parentes de Jorge Carlos disseram que ele não recebia ameaças. A Fundação Nacional do Índio (Funai) suspeita que o crime pode ter sido motivado por briga entre integrantes de aldeias. Ler Original AQUI.

Leia Mais e veja vídeo

> G1

Casal de índios é encontrado morto em matagal no município de Ilhéus




25 de setembro de 2015

Deputada ruralista manda prender advogado que pedia CPI do genocídio indígena no MS


"Assembleia Estadual do MS instalou CPI que pretende investigar o Conselho Indigenista Missionário. Para o advogado, trata-se de tentativa de criminalização dos que lutam pelos povos indígenas"




Por Rede Brasil Atual em Brasil de Fato

São Paulo – O presidente da Assembleia Legislativa do Mato Grosso do Sul, Junior Mochi (PMDB), mandou prender o advogado Rogério Batalha Rocha, do Coletivo Terra Vermelha, a pedido da deputada Mara Caseiro (PTdoB). Ele era um dos 200 manifestantes que protestavam ontem (24) contra a instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e, em contrapartida, pediam a CPI do genocídio indígena. Em 12 anos, 390 indígenas foram assassinados na região.

O advogado denuncia a agressão da parte de um dos seguranças da Assembleia Legislativa durante a tentativa de prisão: "'O senhor está preso'. Não justificou o motivo e já partiu para a agressão. Pegou no meu braço e pescoço, tentando me imobilizar e me levar para dentro das dependências da Assembleia. Sofri agressões físicas, com várias lesões nas costas e no joelho direito. Os hematomas estão evidentes", relata Rocha, em entrevista à repórter Marilú Cabañas, da Rádio Brasil Atual.

Durante dez anos, Rocha foi assessor jurídico do Cimi, e o nome dele foi citado em um requerimento, durante instalação da CPI do Cimi, o que causou indignação. Para ele, a criação da CPI é uma tentativa de criminalização dos que lutam em defesa dos povos indígenas.

"Se não fosse a intervenção do deputados Pedro Kemp, do Amarildo e do João Grandão (todos do PT), com certeza, eu teria sido conduzido, de forma ilegal, abusiva, mediante violência, para dentro das dependências da Assembleia, e sabe-se lá o que ele poderiam fazer contra mim", indigna-se o advogado.

Rocha registrou a agressão em Boletim de Ocorrência, fez exame de corpo de delito e formalizou denúncia no Ministério Público Estadual. Ele pretende entrar ainda com representações junto à OAB, por violações às prerrogativas como advogado e também junto à Comissão de Direitos Humanos, da Câmara dos deputados.

O secretário-executivo do Cimi, Cléber Buzato, participou da manifestação que pedia a CPI do Genocídio Indígena e presenciou a agressão, que classificou como "algo totalmente arbitrário e deplorável".

"É uma ação que reflete toda a situação que está posta contra os indígenas, especialmente os guaranis-kaiowá. Se isso acontece, em plena luz do dia, em um espaço de poder do Estado, que é a Assembleia Legislativa, a gente pode imaginar como devem agir os jagunços e fazendeiros, lá nas áreas onde essa visibilidade não existe", compara Cléber.

Quanto à CPI instalada, ele diz que "o Cimi não tem nada para esconder". Para ele, trata-se de "iniciativa para tentar tirar o foco da questão central, que é essa situação insustentável de violência e ataques paramilitares patrocinados e realizados por milícias armadas, comandadas por esse setor ligado ao agronegócio". Ler Original AQUI.


"Somos todos indígenas e estamos na luta pela CPI do Genocídio"



NOTA PÚBLICA
Somos todos indígenas e estamos na luta pela CPI do Genocídio

Os movimentos sociais e sindicais de Mato Grosso do Sul, reunidos no dia 22 de setembro de 2015, reafirmam seu total apoio a luta dos povos indígenas por seus direitos, como os de retomar os seus territórios e terem a possibilidade de construir uma vida mais justa e digna.

Denunciamos, mais uma vez, indignados, que em nosso Estado, Mato Grosso do Sul, uma parte dos fazendeiros e seus jagunços tem atuado, através de milícias armadas, que, em menos de um mês, desferiu doze ataques paramilitares contra o povo Guarani Kaiowá dos Tekohá Ñanderú Maragantú, Potrero Guasu, Guyra Kamby'i, Pyelito Kue e Kurupi. Como resultado desta verdadeira guerra, o líder Guarani Kaiowá, Semião Vilhalva, foi assassinato, três indígenas foram baleados por arma de fogo, vários foram feridos por balas de borracha, dezenas de indígenas foram espancados. São fortes também os indícios de que indígenas sofreram tortura e há denúncias da ocorrência de um estupro coletivo contra uma Guarani Kaiowá.

Vale ressaltar que Ñanderú Marangatú, local onde Semião foi assassinado, é uma Terra Indígena homologada há uma década. Ele, como tantos outros indígenas, foram assassinados, não só pelo coronelismo de MS, como pela morosidade do Estado em garantir a Constituição Federal.

Nos últimos 12 anos, ao menos 585 indígenas cometeram suicídio e outros 390 foram assassinados em MS. O estado tem 23 milhões de bovinos que ocupam aproximadamente, coincidentemente, também, 23 milhões de hectares de terra, isso quer dizer 1 hectare por animal. Enquanto isso, com a morosidade e a paralisação dos processos de demarcação, os cerca de 45 mil Guarani Kaiowá, continuam espremidos em apenas 30 mil hectares de suas terras tradicionais.

E para nossa surpresa, totalmente na contramão de se resolver os problemas dos conflitos de terra em Mato Grosso do Sul, no dia 18 de setembro, em Diário Oficial do Estado, foi publicada a homologação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), proposição da deputada estadual, Mara Caseiro (PTdoB), subscrita por outros deputados fazendeiros, criada, por despacho assinado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Junior Mochi (PMDB), com o intuito de investigar as ações do Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

O CIMI é um organismo que merece total respeito pela seriedade dos trabalhos que realiza, é vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Esta importante organização acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje e é justamente isso que incomoda a elite ruralista sul-mato-grossense e porque não a brasileira. A existência de uma entidade, respaldada pela igreja católica, que visa defender os nossos irmãos indígenas e os seus direitos é inconcebível para os reacionários que só visam o lucro e nunca a construção de um Brasil mais justo, respaldado na igualdade e na solidariedade.

Temos certeza que a CPI em questão faz parte da estratégia de ataques ruralistas aos povos indígenas e seus aliados. Neste sentido, unidos, cobramos que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul também instaure uma Comissão Parlamentar para investigar o genocídio dos povos indígenas, como dissemos acima, nos últimos 12 anos, foram 390 assassinatos em MS, com praticamente nenhuma punição, de fato, aos culpados.

Não aguentamos mais a inércia dos poderes constituídos e muito menos os desmandos dos coronéis. Iremos as ruas, ocuparemos as praças, gritaremos em alto e bom som para que todos e todas escutem a nossa voz, pois não vamos assistir de braços cruzados o solo do nosso querido Mato Grosso do Sul ser manchado pelo sangue inocente dos nossos irmãos e irmãs indígenas.

Assinam:

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST
Central Única dos Trabalhadores - CUT
Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação - CNTE
Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul - FETEMS
Coletivo Terra Vermelha
Movimento de Luta Camponesa pela Reforma Agrária - MCLRA
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de MS - Fetagri
Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos - CEBI
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares - RENAP
Centro de Documentação e Apoio aos Movimentos Populares - CEDAMPO
Tribunal Popular da Terra - TPT
Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado - PSTU
União da Juventude Comunista - UJC
Partido Comunista do Brasil - PCdoB
Conselho Terena
Movimento das Mulheres Camponesas - MMC
Centro de Defesa dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã y - CDDH
Irmãs Catequistas Franciscanas
Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região
Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social - SINTSPREV/MS