28 de maio de 2014

País da Copa: Gol contra Povos Indígenas

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Por Tereza Amaral


Gol contra da presidente Dilma Rousseff na véspera do Mundial da Copa. Indígenas, padre - vale lembrar que Dilma foi ao Vaticano pedir mensagem de Paz ao Papa Francisco - e um correspondente da Reutrers violentados no direito do exercício de expressão e profissão. ( http://migre.me/jpL5T).

O que era para ser uma mobilizacão pacífica virou um campo de `batalha`: seis indígenas, um padre, um fotógrafo da Reuters foram feridos, ontem, em ataque da polícia. Além disso, mais três pessoas foram presas. Leia NOTA DE REPÚDIO DA APIB:

"A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) vem a público repudiar a violenta e despropositada ação da Polícia Militar do Distrito Federal, que reprimiu na tarde desta terça-feira, 27/05, ato pacífico em que participavam cerca de 600 lideranças indígenas de todo o país.

Por volta das 17h40 os indígenas, que estão em Brasília participando da Mobilização Nacional em Defesa dos Direitos Territoriais de seus povos, se uniram ao ato convocado pelo Comitê Popular da Copa – DF e marchavam tranquilamente em direção ao Estádio Nacional Mané Garrincha quando foram surpreendidos pela Cavalaria da Polícia com bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, spray de pimenta e tiros de bala de borracha.

O Tenente Coronel Moreno, , da Polícia Militar, havia feito acordo com o Comitê Popular da Copa para assegurar a chegada do protesto pacífico ao Estádio Nacional Mané Garrincha. Porém, quando os manifestantes se aproximaram do estádio, começaram a ser atacados pela polícia.
Seis lideranças indígenas foram atingidas por balas de borracha, entre elas uma mulher do povo Pankararu, do Nordeste. Um fotógrafo da Agência Reuters sofreu ferimento na perna por resquícios da explosão de uma bomba de efeito moral. Um padre que acompanhava o povo Xerente foi atingido na mão por uma bala de borracha. Além dos feridos, três manifestantes foram presos.

Diante desses fatos, exigimos a apuração imediata dos abusos cometidos pela polícia que são parte da estratégia de criminalização dos movimentos sociais e dos nossos povos.

Brasília-DF, 27 de maio de 2014.

Articulação dos Povos Indígenas do Brasil – APIB

27 de maio de 2014

"Taça de Violência" contra indígenas em Brasília


 Três índios, incluindo uma mulher, ficaram

 feridos e um foi atingido com bala de borracha


Foto de EFE/Fernando Bizerra Jr


Adriano Wilkson

Do UOL, em São Paulo

Cerca de 600 representantes de mais de 100 povos nativos se aproximaram do estádio Mané Garrincha em Brasília para protestar contra o assassinato de inúmeras lideranças indígenas pela polícia ao longo dos últimos anos.
Segundo a assessoria de imprensa do Mobilização Nacional Indígena, o objetivo era entregar, simbolicamente, uma "taça de sangue" ao governo federal. No local, estava sendo exibida a taça real da Copa do Mundo que será entregue ao campeão em julho.Os índios, que se reuniam na cidade desde a manhã, se juntaram a manifestantes contra a Copa e se aproximaram da arena. Eles dizem que antes de chegar lá, porém, foram recebidos pela polícia com bombas de gás.Em resposta, lançaram flechas contra os policiais.
No Twitter, a página do Conselho Indigenista Missionário informou que três índios, incluindo uma mulher, ficaram feridos. Pelo menos um foi atingido com bala de borracha. Também um fotógrafo da agência de notícia Reuters teria se ferido por estilhaços de uma bomba. Ainda de acordo com o Cimi, um manifestante sem-teto que participava do protesto foi detido.
A ação indígena faz parte de uma jornada de manifestações que vai até a próxima quinta-feira. Eles lutam pela agilização do processo de demarcação de suas terras, que está paralisado de acordo com as lideranças. Está prevista para esta quarta uma audiência na Câmara Federal que contará com a participação de artistas como o cantor Toni Garrido e a atriz Maria Paula.
Os índios também protestam contra as grandes obras na Amazônia, como a da usina de Belo Monte, que vêm mudando seu modo de vida tradicional.Procurada, a Coca-cola, que organiza o tour da taça da Copa pelo Brasil, ainda não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.VEJA GALERIA DE FOTOS AQUI!

NOTA
O  título Índios queriam entregar "taça de sangue" ao governo foi alterado por este Blog. 

OZIEL TERENA: UM ANO DO ASSASSINATO DO GUERREIRO



Por Coletivo Terra Vermelha


O Coletivo Terra Vermelha e o CACISO convoca tod@s para o
ATO CONTRA A IMPUNIDADE E PELA DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS, JÁ!

Dia 30 de maio, sexta (1 ano do assassinato de Oziel Terena).
- Concentração na Praça do Rádio às 12h e em seguida marcharemos pelas ruas de Campo Grande.

- Às 15h na Praça Ary Coelho teremos o início das falas de lideranças indígenas e atrações artísticas.

Oziel Terena foi morto em 2013 durante a reintegração de posse de Buriti, realizada pela Polícia Federal e Polícia Militar, e que até hoje não houve nenhum indiciado sobre esse assassinato. Não iremos tolerar a impunidade!

DEMARCAÇÃO DAS TERRAS INDÍGENAS, JÁ!

MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA PROMOVE SÉRIE DE MANIFESTAÇÕES EM BRASÍLIA

Foto _ Antônio Cruz

Agência Pulsar
Entre os dias 26 e 29 de maio, povos e organizações indígenas de todo o país realizam em Brasília manifestações e eventos em defesa de suas terras e direitos. Os atos fazem parte da Mobilização Nacional Indígena e têm como objetivo impedir a aprovação de uma série de projetos contra os direitos territoriais dos índios que estão em tramitação.
Um dos projetos que os manifestantes dizem ser anticonstitucionais é a PEC 215, que pretende transferir aos congressistas a atribuição de aprovar a demarcação das Terras Indígenas. Outro Projeto de Lei contrário à demarcação de terras dos povos tradicionais é o PL 227, que visa abrir essas áreas à exploração econômica.
Para a coordenadora executiva da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Sônia Guajajara, há um pacto entre Estado e representantes do capital contra os direitos indígenas numa tentativa de criminalização, discriminação e extermínio.
Por outro lado, as organizações explicam que a tramitação de projetos que consolidam os direitos indígenas e que são bandeiras do movimento, como o Estatuto dos Povos Indígenas e o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), está paralisada há anos nos corredores do Congresso, sem qualquer avanço. (pulsar/brasil de fato)

Denúncias sobre o Governo Federal e bancada ruralista abrem a Mobilização Nacional Indígena


“A terra indígena é um direito originário e então o governo precisa demarcar nossos territórios. No processo histórico está claro que nós não provocamos o conflito que hoje aí está. O Estado e seus governantes tiraram a gente das terras, sobretudo no século passado, e deram títulos para quem foi colocado nelas. Para os indígenas terra é mãe, é sagrada. Nunca vamos desistir delas”.

Lindomar Terena


  •  Arpinsul


  • Em Defesa dos Direitos Territoriais dos Povos Indígenas, cerca de 500 indígenas estão reunidos no Centro de Formação Vicente Cañas, em Luziânia (GO), para a Mobilização Nacional Indígena, que teve início nesta segunda-feira, 26, e segue até quinta-feira, 29.


  • Propostas e projetos do Executivo (como a Portaria 303 e mesas de diálogo) e do Legislativo (como a PEC 215 e o PLP 227) serão alvo de protestos do movimento, que representa mais de 100 povos que vivem no país.

    A Mobilização Nacional Indígena retoma seus debates em um contexto em que o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo usa mesas de diálogo para “ajustar direitos” constitucionais com os interesses do agronegócio e em que a presidente Dilma Rousseff e ministros da República participam de jantares com o latifúndio brasileiro, enquanto no campo populações indígenas, quilombolas, extrativistas e camponesas são assassinadas. Na opinião das lideranças indígenas, é preciso fazer contraponto ao que o Governo Federal anuncia ser “consenso e boas relações com os povos indígenas”.        

    Com agendas em Brasília (DF) junto aos poderes da República, a Mobilização Nacional é um movimento que começou no primeiro semestre do ano passado, com a coordenação da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), e não parou mais. Ao contrário, os seguidos ataques aos direitos indígenas e a paralisação da demarcação de terras fortaleceram a mobilização. Hoje, dez lideranças indígenas estão presas (cinco do povo Kaingang e outras cinco do povo Tenharim), em contexto de criminalização da luta e proteção do território tradicional. 

    Durante esta segunda-feira, as delegações vindas de todo o Brasil reuniram-se em assembleia para denunciar as violências e violações de direitos permanentes sofridas em cada uma das regiões. “Dizem que os povos indígenas são um empecilho e passam como um trator sobre nossos direitos e terras. Por isso que a Mobilização Nacional Indígena começou e nunca parou. Essa é a oportunidade para quem está na aldeia sofrendo venha expor o que está passando”, diz Márcio Kokoj, dirigente da Apib. 

    Para esta terça, 27, a Mobilização Nacional irá protocolar no Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa crime contra os deputados federais Luiz Carlos Heinze (PP/RS) e Alceu Moreira (PMDB/RS). Em novembro do ano passado, durante Audiência Pública da Comissão de Agricultura da Câmara no município de Vicente Dutra (RS), os parlamentares fizeram declarações racistas, homofóbicas e de incitação ao ódio contra os povos indígenas. Assista aqui.

    Mais do que um ataque aos direitos indígena, os povos indígenas apresentam o entendimento de que está em curso no Brasil um amplo atentado contra a própria democracia. “Hoje tentam usurpar o direito dos povos indígenas e da natureza. Isso vai repercutir para todo mundo. Depois começam a retirar os direitos de outros grupos e a sociedade não discute nada, não sabe de nada”, destacou Lindomar Terena logo após ler uma carta-denúncia (leia aqui) da Apib no Fórum Internacional dos Povos Indígenas da Organização das Nações Unidas (ONU). 

    “A terra indígena é um direito originário e então o governo precisa demarcar nossos territórios. No processo histórico está claro que nós não provocamos o conflito que hoje aí está. O Estado e seus governantes tiraram a gente das terras, sobretudo no século passado, e deram títulos para quem foi colocado nelas. Para os indígenas terra é mãe, é sagrada. Nunca vamos desistir delas”.

    A liderança lembra que a Mobilização é tecida pela permanente luta pela demarcação das terras indígenas, que além de ter sido paralisada pelo governo federal sofre também um ataque no Congresso Nacional com as sucessivas tentativas de flexibilização ou supressão deste direito da Constituição Federal. Nas últimas semanas, diz Sônia, “até quanto ao país seguir como signatário da Convenção 169 foi uma questão questionada pelos ruralistas”.   

    Em abril do ano passado, os povos indígenas ocuparam o Plenário Ulysses Guimarães, da Câmara Federal, em protesto contra a PEC 215 e outras medidas legislativas anti-indígenas. A Mobilização Nacional Indígena continua, assim, a luta secular dos povos que teve nesta ocupação um de seus principais capítulos. “Estamos aqui com um objetivo só: demarcação de terras já! Muitos parentes, guerreiros, estão sendo presos e criminalizados porque estão reivindicando um direito que para nós é sagrado: o território tradicional”, declara o dirigente da Apib, cacique Darã Guarani.(FONTE: Comitê de Comunicação da Mobilização Nacional Indígena)

26 de maio de 2014

Indígenas denunciam agressões no canteiro de Belo Monte

Foto: G1/reprodução - Ilustrativo


MPF - PA

Ao tentarem entrar em um dos canteiros, índios Xikrin totalmente desarmados foram recebidos com bombas e tiros de bala de borracha 

26/05/2014 às 18h30
O Ministério Público Federal recebeu denúncias de índios Xikrin que ontem (25 de maio) foram recebidos com bombas e balas de borracha ao tentarem entrar no canteiro de Belo Monte para conversar com representantes da Norte Energia S.A, responsável pelas obras. De acordo com os relatos, cerca de 20 indígenas se dirigiram ao local pacificamente e desarmados, para cobrar o cumprimento das condicionantes indígenas.

Ao chegarem no local, segundo narram, foram recebidos com bombas por homens da Força Nacional de Segurança, que desferiram vários tiros de bala de borracha contra os índios. 4 pessoas ficaram feridas. “Avisamos que estávamos lá para conversar, tentamos conversar. Os policiais não perguntaram nada, disseram que não queria conversar e continuaram atirando”, relataram os indígenas. Diante disso, os indígenas voltaram para Altamira, onde denunciaram o ocorrido ao MPF.

O comandante da Força Nacional em Altamiras será ouvido pelo MPF. A Procuradoria Geral da República vai receber uma solicitação para que requisite, do Ministério da Justiça, informações sobre os limites, objetivos e justificativas para a presença da Força Nacional nos canteiros de obra da usina de Belo Monte. O MPF solicitou que Fundação Nacional do Índio (Funai) encaminhe as vítimas para exame de corpo de delito ainda hoje.

Esta não é a primeira denúncia de supostos abusos de homens da Força Nacional dentro dos canteiros de Belo Monte. O MPF já havia recebido relatos de trabalhadores e tinha um procedimento para investigar “a legitimidade da ação da Força Nacional em defesa do patrimônio da Norte Energia. S.A e do Consórcio Construtor de Belo Monte”. Com as agressões de hoje contra os índios, a investigação do MPF passou a ser criminal.

Há cinco dias, indígenas de várias etnias atingidos por Belo Monte estão fazendo um bloqueio na Rodovia Transamazônica para impedir a entrada de operários no canteiro da usina. Eles cobram o cumprimento das condicionantes indígenas do empreendimento que, três anos depois do início das obras, sequer começaram. Os Xikrin disseram ao MPF que foram na usina para discutir uma pauta de negociações. Segundo eles, até agora nenhum projeto de compensação ou mitigação pelos impactos de Belo Monte foi realizado e a Funai e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) nunca visitaram a aldeia para avaliar o cumprimento das condicionantes.

Ministério Público Federal no Pará
Assessoria de Comunicação
Fones: (91) 3299-0148 /8403-9943 / 8402-2708
ascom@prpa.mpf.gov.br
http://www.prpa.mpf.mp.br
http://twitter.com/MPF_PA

ATY GUASU DIVULGA MAIS UM DOCUMENTO FINAL

TRINTA E QUATRO ANOS DE  LUTA CONTRA O GENOCÍDIO.  É PARA DIVULGAR E SOCIALIZAR!
Grande Assembléia Aty Guasu/Foto: Reprodução/Facebook Valdelice Veron



Aty Guasu – Guarani e Kaiowá



Terra Indígena: Yvy Katu


Nós liderança indígena, rezadores, professores, agentes de saúde, jovens, mulheres e alunos Kaiowá e Guarani, reunidos em assembleia, com aproximadamente 800 pessoas, entre os dias 21 a 25 de maio de 2014 no tekoha yvy katu (terra sagrada) contamos com a presença dos Povos do Pantanal: Kadiwéu, Kinikinawa e Terena onde discutimos território, segurança, saúde e educação no Estado de Mato Grosso do Sul para mostrar ao governo a indignação produzida pela longa demora do processo demarcatório dos Territórios Tradicionais e as conseqüências deste. Dentre as discussões destacamos:

Nós Jovens


Relatamos a urgência em voltar para nossos territórios, pois dentro das grandes reservas não é o espaço em que nossos antepassados viveram. Também por não haver espaço suficiente para desenvolver nossa cultura. Nas reservas não temos mais como caçar e pescar, não se tem mais mata, e isso facilita a entrada de drogas, bebidas alcoólicas e a violência, por isso, voltaremos ao território onde temos nossa origem.
Nas áreas de retomada, nós jovens, estamos reencontrando nossa paz na caça, na pesca, voltamos a ter nossa organização própria e gestão territorial Kaiowá e Guarani.


Nós Mulheres


Relatamos as dificuldades encontradas nas comunidades, constatamos que todos esses problemas: educação, saúde, alimentação e uma vida mais digna, vem da falta de demarcação dos nossos Tekoha, pois sem ela, não podemos ter os alimentos tradicionais, e o espírito não fica tranquilo.


Nós Lideranças


Relatamos que nas áreas em que estamos na posse de parcela do nosso Tekoha não temos como produzir alimentos suficientes para o povo, porque a terra esta degradada, e não tem projeto de recuperação ambiental. 


Nós Rezadores e Rezadoras


Relatamos que uma vida digna para o nosso povo, está no espaço territorial em que se encontram nossos antepassados, e que Tupã consagrou ao povo que ali habita. Sem esse espaço sagrado não há a presença dos espíritos, e sem os espíritos não há tranquilidade para aquele povo que foi retirado da sua terra sagrada e concedida por Tupã. Por este motivo, cresce a violência nas reservas.



Contudo, o povo Guarani e Kaiowá reunidos na Aty Guasu, busca resposta do governo brasileiro referente aos direitos fundamentais dos povos indígenas, o território, a saúde, a educação e a segurança. 
“Podem até matar as nossas lideranças, mas jamais impedirão de voltarmos ao nosso Tekohá”


TERRITÓRIO


Não permitiremos que as comunidades em iminência de despejo sejam desalojadas. Entre elas : Apykaí, Pacurity, Guaiviry, Pyelito Kue, Passo Piraju, Laranjeira Nhanderu, Boqueron, Kurusu Ambá, Ipoi, Nhu Porã, Nhu Verá, Arroio Corá, Sombrerito, Ivy Katu, Itay, Guyra kambiy, Pindoroky, Taquara ,Nhanderu Marangatu do povo Guarani/Kaiowá, ou de qualquer outro povo do Estado, se sentirmos que isso acontecerá, avançaremos mais ainda.



EXIGIMOS:



• Continuidade dos Grupos de Trabalho de identificação e delimitação dos Tekoha;
• Publicação dos estudos de identificação e delimitação realizados; 
• Publicação das portarias declaratórias que estão paralisadas;
• Demarcação física dos territórios que estão nesta fase;
• Homologação dos tekoha que estão pendentes;



Dentro disso, estabelecemos o prazo de 30 (trinta) dias,para o cumprimento do mesmo, este prazo se iniciou no dia 22 de maio do corrente ano, com a presença da Coordenadora de Planejamento e Identificação e Delimitação, a Sra. Ester de Souza Oliveira.


SEGURANÇA


Constatamos que as operações de segurança nas comunidades não estão cumprindo o papel esperado, e muitas vezes não prestam a devida segurança e respeito às comunidades.



EXIGIMOS:



Que seja mantida a segurança nas áreas de retomada, e que esta segurança seja permanente a fim de evitar conflitos com pistoleiros ou segurança privada;


EDUCAÇÃO

EXIGIMOS:


• Continuidade do curso Ara Verá (espaço de tempo iluminado) para formação dos professores indígenas do Cone Sul do Estado, sendo a direção desse curso assumida por indígenas graduados e capacitados que temos;
• Educação indígena diferenciada e autônoma de acordo com a universalidade da cultura, valorizando nosso conhecimento e nossos valores, tão importantes para a nossa existência;
• Construção de escolas nas áreas de retomadas, pois é direito fundamental;
• Contratação de professores indígenas;
• Mestrado diferenciado através da UFGD.


SAUDE


A Grande Assembleia do Povo Guarani e Kaiowá referenda o nome de Hilario da Silva, indígena Kadiwéu, indicado a ocupar o cargo de Coordenador Regional da SESAI em MS; e
Constatamos que existem muitos profissionais de saúde indígena capacitados, porém não estão sendo contratados como é determinado à SESAI.



EXIGIMOS:



• Construção de postos de saúde nas áreas de retomada, pois é direito fundamental;
• Contratação os profissionais indígenas por meio de concurso diferenciado;
• Reconhecimento dos motoristas, como equipe de saúde, parte integrante da equipe profissional da SESAI;
• Que seja fiscalizado a empresa terceirizada dos serviços de saúde, e que se faça a devida prestação de contas aos povos atendidos;


Apoiamos a tramitação e aprovação da PEC 320/ 2013.


Por fim, reiteramos que não iremos mais participar/legitimar a “mesa de dialogo” feita pelo governo, não vamos negociar nossos direitos, legitima e arduamente conquistados. Por isso repudiamos todas as medidas promovidas pelos ruralistas e seus parlamentares, especificamente: PEC 215, PEC 38, PEC 237, Portaria 303, PLP 227, minuta do Ministério da Justiça que visa alterar o Dec. Lei 1.775, ou qualquer outra iniciativa que busca desconstruir nossos direitos.


Aty Guasu, Ivy Katu, município de Japorã/MS, 25 de maio de 2014.


Guarani e Kaiowá
Terena
Kadiwéu
Kinikinawa