3 de julho de 2015

Porta voz da Aty Guasu denuncia genocídio em Berlim

Foto _ Compartilhada


Por Tereza Amaral
com Tonico Benites


O Doutor em Antropologia Tonico Benites Ava Guarani Kaiowa se encontra em Berlim, desde ontem, para proferir palestra sobre o genocídio do seu povo no Mato Grosso do Sul. Conhecedor nato da violência praticada contra a sua etnia, o também  porta voz da Aty Guasu (Grande Assembleia dos Povos Guarani e Kaiowa), vai participar da  Exposição Internacional de Genocídio na América do Sul.
Em sua página pessoal numa Rede Social,Tonico Benites adiantou que vai falar sobre a história e dor do genocídio e violências contra os povos indígenas no Brasil. Ele destacou a necessidade das sociedades internacionais serem informadas sobre o genocídio em curso no pais.
“Um dos objetivos educativos da divulgação ampla de genocídio, violências e injustiça é para que as novas gerações - nacional e internacional - não reproduzam mais um genocídio no futuro. Será tudo pela justiça e construção de política de reparação às vitimas de genocídio”, escreveu 
O porta voz da Aty Guasu afirmou ainda que o Estado-Nação brasileiro não pode mais ignorar a história de genocídio. “Só assumindo pode evitar e combater a reprodução de genocídio e violências contra os indígenas e afrobrasileiros no presente e futuro”, avaliou.

Índios denunciam desaparecimentos durante conflito em fazenda de MS

Segundo boletim de ocorrência, eles estão sumidos desde 24 de junho. Força Nacional de Segurança está na região desde sábado (27).
G1MS

Viaturas da Força Nacional em Ponta Porã MS (Foto: Martim Andrada/TV Morena)
Viaturas da Força Nacional em Ponta Porã, antes da ida a Coronel Sapucaia 
 (Foto: Martim Andrada/TV Morena)
Índios denunciaram à polícia o sumiço de um adolescente de 14 anos e de uma criança de 12, durante conflito na fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, a 377 quilômetros de Campo Grande, no dia 24 de junho.

Segundo informações do boletim de ocorrência registrado dia 30 como desaparecimento de pessoa, os dois indígenas não são mais vistos desde a data do conflito entre índios e fazendeiros. Ambos são nascidos na aldeia Taquaperi.

Em nota divulgada semana passada pela Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), o presidente Nilton Pickler disse que a instituição vem trabalhando para buscar a pacificação e a integração social entre índios e produtores. “A federação tem atuado no sentido de orientar os produtores a buscar a justiça e sempre evitar a violência”, declarou.
Conforme o registro policial, após os relatos de desaparecimento, uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai), Força Nacional de Segurança Pública, o proprietário da fazenda e outros pecuaristas da região procuraram pelos indígenas na propriedade rural e também nas pastagens ao fundo do local e nas proximidades de uma lagoa.

Consta no documento policial que diante do "estado de comoção do grupo indígena", a Funai decidiu levar a denúncia dos índios ao conhecimento da Polícia Civil. Diante disso, foi registrado o boletim de ocorrência.
Conflito
Cerca de 50 guarani kaiowá entraram na fazenda Madama na segunda-feira (22). Na quarta-feira (24), produtores rurais entraram no local com caminhonetes e fizeram buzinaço e manobras perigosas. Os índios reagiram com paus e flechas.
De longe, era possível ver fogo no acampamento dos índios. Foram ouvidos disparos de arma de fogo.
Depois disso, os índios saíram do local. A Polícia Rodoviária Federal (PRF), Funai, Ministério Público Federal (MPF) e o presidente da Comissão de Direitos Humanos, da Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (PT) estiveram na fazenda e conversaram com os dois lados envolvidos no conflito.

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) pediu a Força Nacional de Segurança Pública na região por conta dos conflitos. Os policiais chegaram sábado (27) e desde então reforçam a segurança. Ler original AQUI.

2 de julho de 2015




Manobrando o “Tratoraço” (MS)

João Grandão solicita audiência no Ministério da Justiça para evitar outras ocupações em MS

Foto _ Wanderson Lara

MS Notícias

Como forma de auxiliar a resolução dos conflitos indígenas em Mato Grosso do Sul, o deputado estadual João Grandão comunicou hoje (1º) que solicitou uma audiência com representantes do Ministério da Justiça para discorrer sobre uma solução imediata para sanar os conflitos entre índios e fazendeiros no estado.

Segundo o deputado, que também é  vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Agrário e Assuntos Indígenas, da Casa de Leis, o pedido visa somar forças com as solicitações de outros deputados estaduais e federais do estado, que também querem agendar audiência com o ministro José Eduardo Cardozo. “Queremos que nos façam uma proposta efetiva para que as negociações de acordo entre produtores rurais e índios avancem e tenham bons resultados para as duas partes”, disse.

Audiência pública

A discussão sobre a questão da ocupação de terras em Mato Grosso do Sul também está sendo encabeçada pelos deputados Mara Caseiro (PTdoB), Zé Teixeira (DEM), Paulo Corrêa (PR), Antonieta Amorim (PMDB) e Eduardo Rocha (PMDB), que agendaram para o próximo dia seis às 10h, uma nova audiência pública para tratar sobre o tema. A reunião pública será realizada a pedido dos produtores rurais.

Ocupação

No dia 22 de junho, a fazenda Madama, em Coronel Sapucaia, foi ocupada, deixando um saldo negativo de uma morte, após o confronte ocorrido entre índios e fazendeiros. Já no dia 24, as propriedades rurais de Água Boa e 27 Estrelas, em Aral Moreia também foram ocupadas.

NOTA

Este Blog divulga matéria do Portal MS Notícias na íntegra, tendo alterado o título. E gostaria de saber a identidade de quem foi a óbito. Quanto ao termo insistentemente usado pela midia -  ocupação - ler Nota da Aty Guasu AQUI. 

1 de julho de 2015

"O povo Guarani-Kaiowá é sequestrado e assassinado pelos fazendeiro e eles somem com o corpo de nossas criança"

Imagem Reproduzida do vídeo




No Mato Grosso do Sul, fazendeiros estão massacrando o povo Guarani Kaiowá com o apoio de "autoridades" policiais e politicas. No vídeo, os Guarani Kaiowás denuncia os ataques que sofreram em Kurusu Ambá - Coronel Sapucaia,MS - e relata os assassinatos de lideranças de seu povo e o desaparecimento de duas crianças.Além disso, explicam que não irão desistir de lutar pelos seus territórios sagrados. Confira!


LUTO E CHORO GUARANI KAIOWA

 “PEDIMOS JUSTIÇA!”


 Aty Guasu


Passados cinco dias, familiares e povo Guarani e Kaiowa recomeçam a chorar por compreender que as duas crianças Guarani e Kaiowa em Kurusu Amba já estão sem vidas, após ataque terrorista dos fazendeiros aos indígenas. 
Em vários pequenos espaço de terras tradicionais tekoha, à margem da rodovia BR, centenas de crianças Guarani e Kaiowa nasceram, cresceram e sobrevivem nas barracas, há anos sem espaço de terras, sem escola, não recebem assistência social do governo.
Crianças sofrem ameaça de morte por fazendeiros. No tekoha Kurusu Amba. No dia 24 de junho de 2015,às 14h, as crianças sofridas foram atacadas, massacradas e incendiadas por mais 50 fazendeiros fortemente armados.
 Depois do ataque brutal e incêndio das barracas duas crianças desapareceram e mais de 50 crianças ficaram feridas. Passados cinco dias as duas crianças não voltaram mais ao acampamento. As famílias choram muito e entram em estado de desespero por entender que as duas crianças foram queimadas sim pelos fazendeiros. Pedimos punição aos fazendeiros assassinos.
PEDIMOS JUSTIÇA! 
Leia também matéria do Cimi AQUI.

REPÚDIO AOS ATAQUES RECENTES CONTRA O POVO GUARANI KAIOWA



Caravana 43 Sudamérica


Ao povo Guarani Kaiowa.

Às pessoas de baixo e à esquerda do Brasil e do Mundo.

À Sexta Nacional e Internacional.
Aos meios livres, alternativos, autônomos ou como se chamem.
Às pessoas de bom coração.
Não ao genocídio contra o povo Guarani Kaiowá!
Junho de 2015 (VERSIÓN EN ESPAÑOL DEBAJO DE LAS FIRMAS)


Para garantir a sobrevivência dos seus povos, há muito tempo eles tem realizado recuperações das Tekoha, que são as suas terras ancestrais. Vivem em pequenas “ilhas de terra”, rodeadas pelo agronegócio, o veneno, e os pistoleiros que atuam com impunidade. Na segunda-feira passada (22/06), os Kaiowaa decidiram realizar duas outras ocupações de terra, em Kurusu Amba, perto da fronteira com o Paraguai. Pouco tempo depois da ocupação, atiradores contratados pela fazenda Madama atacaram as famílias que haviam apenas começado a levantar suas tendas para proteger-se do sol e da chuva. Segundo relatos, chegaram 40 caminhonetes com pistoleiros que queimaram as tendas e atiraram contra as famílias, dispersando-as pela região. Um garoto de 10 anos, Diego Pereira, segue desaparecido e não se sabe a sua localidade, se foi assassinado ou se está perdido.
A recuperação e cuidado do seu território tornou-se uma reivindicação e uma prática de alguns povos indígenas no Brasil, que lutam pelos direitos sobre suas terras ante a negação por parte dos diferentes níveis de governo em demarcar seus territórios, garantidos na constituição de 1988. Outro território, a Takoha Guaiviry, também foi recuperada pelas famílias Kaiowaa neste semana. Continue lendo AQUI. Veja vídeo Caravana 43 Sudamérica Brasil SP.