29 de junho de 2015

Taquara volta a ser palco de terror 12 anos depois do assassinato do cacique Marcos Veron

Imagem _ Arquivo



D.O.F A SERVIÇO DE QUEM?



Por Tereza Amaral 


Universitários da Universidade de Brasília (Unb), membros da Comissão Nacional da Verdade e dos Direitos Humanos sentiram sábado, in loco, o peso de ataques contra indígenas no Mato Grosso do Sul (MS).

A Aldeia Taquara foi mais uma vez palco de brutalização que poderia ter resultado em mais uma tragédia. O local onde o cacique Marcos Veron foi brutalmente assassinado, em janeiro de 2003, foi invadido por viaturas do Departamento de Operações de Fronteira (D.O.F.)

Sem autorização da Funai, do MPF e mandado judicial, agentes realizaram uma invasão ilegal e caracterizada por desvio de função. No local, eles disseram que o motivo da desastrosa operação seria tráfico de entorpecentes envolvendo os visitantes e até crianças.

Uma liderança feminina foi ameaçada de morte na frente da filhinha. O policial chegou a ameaçá-la com uma arma e não atirou, muito possivelmente, porque um dos irmãos defendeu-a indo pra cima com um arco flecha.

"A Taquara ficou cercada por fogo", disse uma fonte, cuja identidade será mantida sob sigilo, tendo definido a  invasão como uma "verdadeira cena de terror". 

As informações foram negadas pelo órgão ao presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta, por telefone. Ele já havia retornado à capital federal depois de visitar aquele estado, na última quinta-feira, por ocasião de um conflito em Kurusu Amba.

Imagens 

O que a direção do órgão não sabia é que a invasão foi registrada pelos visitantes. As imagens serão enviada à presidenta Dilma Rousseff. Saiba o que é o D.O.F AQUI.  .

Ritual de Nominação

Os vistantes se encontravam na Taquara participando de um Ritual de Nominação. Segundo a fonte, policiais insistiam em saber quem era "a filha do cacique Marcos Veron". Tudo era observado por pistoleiros em uma caminhonete na área da fazenda Brasília do Sul que incide totalmente na Terra Indígena.

Uma das filhas do chefe indígena assassinado recentemente submetida a uma cirurgia ainda "está passando mal". As crianças choravam muito, em especial a filhinha da liderança , e estão traumatizadas.

Defron

Esta não é a primeira ver que a polícia de fronteira, cuja função é inibir o narcotráfico, atua cooptada pelos fazendeiros. Agentes do Defron também já invadiram Kurusu Amba. Ler matéria em Amazônia Legal em Foco AQUI.

Reunião entre D.O.F e Famasul

Representante do D.O.F reuniu com a Famasul, além de outras entidades, na última quarta-feira. Leia em O Progresso o que possivelmente resultou no terror na TI Taquara. Leia matéria em A Gazeta News.




27 de junho de 2015

Aldeia Taquara sob ataque

Por Tereza Amaral

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Depois do conflito em Kurusu Amba, a aldeia Taquara, do chefe indígena Ládio Veron, é o novo alvo dos fazendeiros. Em uma rápida ligação, uma liderança da Aty Guasu pediu socorro, dizendo que o local estava sob ataque. Pistoleiros atiraram contra Araldo Veron. Não há informações sobre feridos. Policiais militares já se encontram no local.

Duas crianças Guarani-Kaiowá seguem desaparecidas

Líderes da Aty Guasu.
Mesmo com as crianças Diogo Pereira, 11, e Jeremias Martins, 10, desaparecidas no conflito de autodemarcação na comunidade de Kurusu Amba (MS), nos últimos dias, o ministro da Justiça Eduardo Cardozo insiste em não enviar tropas da Força Nacional para aquele estado.



Em em uma Rede Social, ontem, a liderança Valdelice Veron (Aty Guasu) ratificou o desaparecimento dos garotos Guarani- Kaiowá durante conflito na fazenda Madama. Ela apela ao Conselho Nacional de Justiça para que entre nas negociações que já estão sendo intermediadas pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias da Câmara Federal, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), o MPF, dentre outros órgãos. Ler AQUI.

Por Tereza Amaral
Foto _ Natanael Caceres