Aproveitando início do período de férias da editora de Amazônia Legal em Foco, informo aos leitores que este Blog somente retomará postagens no dia 23 de maio.
Tereza Amaral
Jornalista Responsável _ Tereza Amaral Foto crianças da etnia Terena por Felipe Duarte
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Líderança da Aty Gusau, o Guarani-Kaiowá Tonico Benites é Doutor em Antropologia |
O indígena Luciano Ariabo Kezo estuda letras e fez livro para seu povo (Foto: Stefhanie Piovezan/G1)
Stefhanie PiovezanDo G1 São Carlos e Araraquara
Aos 25 anos, o indígena Luciano Ariabo Kezo vai concluir em 2015 o curso de letras da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e quer fazer mestrado. Em 2012, escreveu um livro que ajuda a ensinar a língua umutina-balatiponé, relatada pela Unesco como "extinta", e programa a segunda obra. Na próxima semana, vai integrar a comissão brasileira no Fórum Permanente sobre Questões Indígenas da ONU, no qual discursará em inglês e espanhol sobre o direito dos povos indígenas no Brasil e no mundo, abordando problemas como o suicídio e a automutilação, e desconstrói estereótipos.
Ele concedeu a entrevista ao G1 durante a I Semana dos Estudantes Indígenas da UFSCar, em São Carlos (SP), realizada como contraposição ao 19 de abril. “Queríamos aproveitar esse momento, em que as escolas estão chamando, e mostrar que não existe ‘Dia do Índio’. Parece que só somos lembrados nessa data. Estamos na história do Brasil até hoje, todos os dias. Vê-se o índio no pretérito. Para ser índio, tem que ser o que era no século 16, e essa imagem do passado também é uma construção”. Continue lendo aqui.
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Foto: Mário Vilela/Funai
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Os Guarani Kaiowá enfrentam violência brutal e o roubo de suas terras ancestrais, e sofrem com a maior taxa de suicídio do mundo.
© Fiona Watson/Survival
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Os Kawahiva são um dos povos mais vulneráveis do Brasil.
© FUNAI 2013
No centro-oeste do Brasil, fazendeiros devastaram o território dos Guarani, e quase toda a sua terra foi roubada. Crianças Guarani passam fome e seus líderes estão sendo mortos, um a um, por pistoleiros contratados por fazendeiros. Centenas de homens, mulheres e crianças Guarani cometeram suicídio.
Por último, a PEC 215, caso implementada, daria à bancada ruralista a chance de bloquear o reconhecimento de novos territórios indígenas, e possibilitaria o desmantelamento de terras existentes. Como as tribos dependem da terra para sobreviver, isso representaria uma ameaça existencial a muitos povos, enfraquecendo fatalmente seus direitos humanos.
A Survival argumenta que, coletivamente, essas causas constituem uma ameaça genocida aos povos indígenas no Brasil, e que devem ser paradas.
O diretor da Survival, Stephen Corry, afirmou: “Povos indígenas têm sido gradualmente aniquilados, por séculos, ao redor das Américas. Isso tem que acabar. Ao invés de ver as tribos como obstáculos inconvenientes ao “progresso”, o Brasil deve reconhecer que elas são uma parte intrínseca de sua nação moderna, e merecem ter seus direitos territoriais protegidos para que elas possam sobreviver e prosperar. Independentemente da crise política, esses são assuntos cruciais que devem ser levados a sério. Todos os olhos estão voltados para o Brasil, que se prepara para sediar as Olimpíadas, e está nas mãos dos brasileiros assegurar que a história olhe favoravelmente para sua geração.”
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Foto _ Augusta Eulália Ferreira |
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Militares circulando no interior da Casa de Leis. |
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Dom Roque Paloschi chega na
Assembleia por volta das 14h para depor à CPI.
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Foto Reproduzida _ Cimi |
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Foto Ilustração _ Reproduzida do site Portal Central Brasil |